
A lua está no seu auge. Eu sento-me em frente ao mar, com os cabelos esvoaçando com os sopros de vento. Sinto-me como se não houvesse amanhã. Deixo-me levar pelos meus pensamentos. Memórias, lembranças, recordações não saem da minha cabeça. Durante anos vivi rodeada de sonhos, ilusões, fantasias, ficções. Tudo porque sempre acreditei que a vida real era como nos filmes, “Felizes Para Sempre!”. Sempre pensei para mim que: a felicidade acabava por chegar, um dia; se os outros são felizes eu também serei, um dia; se os outros têm quem os ame eu também terei, um dia; As horas, os dias, as semanas, os meses passavam e a minha felicidade continuava perdida. E eu? Eu continuava a acreditar que ela chegaria, um dia.
À medida que o tempo passava conheci desilusões. Pessoas que não eram quem mostravam ser. Não eram quem eu julgava que eram. Não faziam nada para me verem triste nem para me verem feliz, simplesmente ignoravam a minha existência. Foram erros e esperanças que nunca deveriam ter existido. Ganhei inimigos, alimentei inimizades, criei amizades, enfim, de tudo um pouco.
Sofri, desnecessariamente. Vivi num sonho irreal. Senti-me inútil, à espera que ele fosse diferente. Mas, um dia, e devido a este blog, percebi que existem pessoas que não merecem a importância que lhes depositamos. Demorei a perceber que «as aparências iludem», «quem vê caras não vê corações». Era odiada, desprezada, posta de parte. Acredito que ele não o fizesse propositadamente, não o censuro nem deixo que o censurem por isso. Todos nós reagimos de maneira diferente às situações do dia-a-dia. Na realidade nunca alimentou o meu sentimento e nunca me fez criar ilusões. Um dia, as palavras dele tornaram-se uma farsa. Suportei tudo, tudo mesmo, menos quando ele disse que fez um favor aos meus amigos em vir-me conhecer. Não precisei de ouvir mais nada, tudo terminou aqui. (Se um dia leres este texto, ficas a saber que eu nunca disse que gostava de ti).
Todas as feridas cicatrizam, apesar de deixar marcas, talvez a minha ainda não tenha cicatrizado completamente, mas irá cicatrizar e as marcas irão servir para não voltar a cair no mesmo erro. Apesar de tudo, desejo que ele seja feliz, mesmo depois de ele me dizer que queria ser meu amigo quando na realidade não queria e de tudo o resto. (Espero, com muita sinceridade que sejas feliz).
Ele faz parte do passado, um passado quase apagado. E hoje, sou feliz. Talvez tenha algum medo, mas acredito que tenho que arriscar, e todos nós precisamos de cair, tropeçar, vaguear, rastejar, errar, falhar para sermos felizes. Mas vou dizer-vos, as marcas, as cicatrizes, as lembranças fazem parte da vida e quer sejam boas ou não um dia vamos recorda-las e rir delas porque uma vez nos fizeram chorar mas paralelamente nos fizeram aprender. Vivemos com medo de arriscar porque sofremos no passado, com medo do amanhã porque o ontem foi menos bom e por qualquer coisa dizemos que estamos fartos da vida que temos. Neste momento não tenho muitos motivos para ser feliz, e os meus amigos sabem disso, mas sou. Sou porque tenho a certeza que o passado deve ser recordado, o presente vivido e o futuro esperado.
E sim devemos acreditar nos sonhos, podem ser irreais, mas fazem parte de nós.
Um dia, todos nós vamos ser felizes, um dia!
À medida que o tempo passava conheci desilusões. Pessoas que não eram quem mostravam ser. Não eram quem eu julgava que eram. Não faziam nada para me verem triste nem para me verem feliz, simplesmente ignoravam a minha existência. Foram erros e esperanças que nunca deveriam ter existido. Ganhei inimigos, alimentei inimizades, criei amizades, enfim, de tudo um pouco.
Sofri, desnecessariamente. Vivi num sonho irreal. Senti-me inútil, à espera que ele fosse diferente. Mas, um dia, e devido a este blog, percebi que existem pessoas que não merecem a importância que lhes depositamos. Demorei a perceber que «as aparências iludem», «quem vê caras não vê corações». Era odiada, desprezada, posta de parte. Acredito que ele não o fizesse propositadamente, não o censuro nem deixo que o censurem por isso. Todos nós reagimos de maneira diferente às situações do dia-a-dia. Na realidade nunca alimentou o meu sentimento e nunca me fez criar ilusões. Um dia, as palavras dele tornaram-se uma farsa. Suportei tudo, tudo mesmo, menos quando ele disse que fez um favor aos meus amigos em vir-me conhecer. Não precisei de ouvir mais nada, tudo terminou aqui. (Se um dia leres este texto, ficas a saber que eu nunca disse que gostava de ti).
Todas as feridas cicatrizam, apesar de deixar marcas, talvez a minha ainda não tenha cicatrizado completamente, mas irá cicatrizar e as marcas irão servir para não voltar a cair no mesmo erro. Apesar de tudo, desejo que ele seja feliz, mesmo depois de ele me dizer que queria ser meu amigo quando na realidade não queria e de tudo o resto. (Espero, com muita sinceridade que sejas feliz).
Ele faz parte do passado, um passado quase apagado. E hoje, sou feliz. Talvez tenha algum medo, mas acredito que tenho que arriscar, e todos nós precisamos de cair, tropeçar, vaguear, rastejar, errar, falhar para sermos felizes. Mas vou dizer-vos, as marcas, as cicatrizes, as lembranças fazem parte da vida e quer sejam boas ou não um dia vamos recorda-las e rir delas porque uma vez nos fizeram chorar mas paralelamente nos fizeram aprender. Vivemos com medo de arriscar porque sofremos no passado, com medo do amanhã porque o ontem foi menos bom e por qualquer coisa dizemos que estamos fartos da vida que temos. Neste momento não tenho muitos motivos para ser feliz, e os meus amigos sabem disso, mas sou. Sou porque tenho a certeza que o passado deve ser recordado, o presente vivido e o futuro esperado.
E sim devemos acreditar nos sonhos, podem ser irreais, mas fazem parte de nós.
Um dia, todos nós vamos ser felizes, um dia!