quinta-feira, 9 de julho de 2009

O verde da minha felicidade



Os dias passam e o único refúgio que encontros são as folhas de papel espalhadas pelo chão do meu quarto. Enquanto escrevo sinto-me segura, protegida, amparada. Sinto-me como uma criança protegida pelos seus pais. Pego numa caneta e numa das folhas ali perdidas e começo a rabiscar, a gatafunhar. Olho para alem dos vidros da pequena janela. Contemplo aquela paisagem magnífica que me transmite calma, serenidade. Os prados verdes da primavera sorriem para os pássaros que não param de voar. A minha mente começa a vaguear, a flutuar.
Lembro-me quando ainda era uma simples garota que descalça percorria aquela erva verde a cantarolar e a saltar, como se o mundo fosse uma história de fadas e princesas. Recordo quando acordava bem cedo para ali poder correr e jogar às escondidas com os miúdos vizinhos. Relembro os dias de inverno em que ali, naquela janela ficava a olhar, horas após horas, à espera que a chuva passasse.
Num instante a minha mente volta ao presente. Oh, como eu gostava de ter apenas os meus cinco anos. Fico a pensar que mesmo agora, depois de crescer, partes de mim ainda possuem o espírito e a inocência de uma criança. Posso ter uma vida inundada de problemas, coisas más, inimigos, mas de uma coisa tenho a certeza é a melhor coisa que eu tenho. Não vou desperdiçar nunca a minha vida ou o espírito de criança que há em mim por nada. Fecho os finos cortinados cor-de-rosa e após preencher mais uma folha branca com memórias da minha infância junto mais um pedaço de papel aos muitos rabiscados. Pouso a caneta e saio a correr de casa, em direcção ao verde prado que em tempos me fez tão feliz. Vou ser feliz, mesmo que os outros me achem ridícula ou caricata.

domingo, 5 de julho de 2009

Happy



Na vida tudo muda, tudo se transforma, tudo fica diferente. É inacreditável como o tempo passa. Tudo acontece num ápice. Quando olhamos para trás o tempo parece ter sido levado num sopro de vento, juntamente com as folhas secas de Outono. A dúvida não é o porquê de o tempo passar. Mas o que nos atormenta é o porquê de não termos feito o que desejávamos.
Questiono-me. O que faria eu se o tempo voltasse atrás? Qual o caminho que eu seguiria? O que teria eu feito para ser feliz? Teria eu feito tudo o que fiz? Talvez. Talvez tivesse lutado pela minha felicidade. Mas, aprendi. Sei que para muitos viver é vulgar, banal, comum, não tem importância, já eu vou fazer História. Gostava de deixar uma marca minha para a humanidade. Sim gostava, mas se não conseguir serei feliz por simplesmente ter vivido. Durante tempos andei para a esquerda, para a direita, para cima, para baixo e nunca encontrei a direcção certa. Hoje tenho a certeza que a única coisa que tenho a fazer é lutar pela minha felicidade e pelo bem-estar dos que me rodeiam.
Tive dias em que tudo era falhado, errado, mas nestes dias, por muito que me aborrecessem, fizeram com que eu aprendesse imensas coisas novas, e se tudo tivesse corrido bem eu não teria aprendido nada. E só seremos felizes com os problemas do dia-a-dia.
Tentem ser felizes e usufruir de tudo o que de melhor existe na vida, porque por muito problemática que seja a vida terá sempre um sorriso para nos dar quando nós lhe sorrimos. E sim eu sou feliz. E a nossa felicidade será um sorriso entre duas lágrimas.

sábado, 4 de julho de 2009

Ídolos







Uma mensagem. Um olá. Um sorriso. Um gesto de afecto. Os meus amigos. Os melhores. Eles protegem-me, dão-me carinho, afecto e acima de tudo amor. Eles são:
Hélia Sousa – a ti, só tenho a agradecer tudo o que até hoje fizeste por mim. Discordaste. Sorriste. Apoiaste. Tudo isto foi importante para mim e fez de ti uma amiga insubstituível, incomparável… Somos diferentes. Sim, é verdade mas, conseguiste que na minha vida tudo ficasse diferente
Carla Matos – não eras de facto a amiga perfeita. Mas, com o tempo tudo mudou. Somos tão parecidas. Tão iguais. Como tu dizes “parecemos irmãs”. Mostras ser forte, inabalável, segura, mas lá no fundo és delicada, frágil, um doce.
Artur Sousa – nunca esperei que te tornasses um amigo assim. Mas tornaste. Hoje és aquele amigo que tem sempre uma palavra de afecto, carinho. És único. Conhecemo-nos há pouco tempo, mas isso não implica o que és para mim. És insubstituível. Sim insubstituível. E sabes porquê? Porque és meu amigo.
Pedro Gonçalves - a ti, só tenho a agradecer por seres tu próprio. É verdade que fizeste tudo para me veres feliz. Jamais vou esquecer as conversas, as interrogações, tudo. És sim aquele amigo que durante tempos eu procurei.
Eles sim, são o sol dos meus dias. Quando eles estão felizes eu estou também. Eles são preciosos, valiosos, importantes. Amigos perpétuos. Só quero gritar para o mundo o quanto os amo. Eu amo-os, é verdade. À minha maneira, mas amo. Eles são perfeitos, únicos, especiais.
Eu sei, tenho a certeza que eles existem e permanecem sempre a meu lado. Isto é real, não é um sonho, eu sei que é real. Eles fazem parte de mim, como as raízes fazem parte da árvore, as estrelas do céu, a areia do mar.
Eles sim, são os meus ídolos, e o meu sonho é ser como eles.
desculpa Pedro mas eu não tinha foto